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Cores na decoração, regras que todo mundo deveria saber

Por 26 de novembro de 2014 Sem comentários

A grande maioria de nossos leitores e leitoras são pessoas que gostam de decoração, mas não são profissionais formados. Não achamos que a decoração de interiores seja um bicho de 7 cabeças, mas, às vezes, ela pode ser um pouquinho chata e a falta de experiência ou conhecimento específico acabam pesando um pouco.

Quando falamos em cores, elas não só só costumam causar muita dúvida, mas também são um dos elementos que causam mais impacto em um ambiente. Qual a combinação ideal? Posso usar rosa e verde, azul e amarelo? Para ajudar um pouco, resolvemos ir lá na raiz de tudo, na Teoria da Cores, uma coisa que todo decorador, profissional ou não, deveria saber.

1. Como utilizar a roda das cores

Assim como a aritmética, a roda de cores é um assunto que aprendemos na escola, quando somos bem novinhos e, a não ser que tenha feito arquitetura ou design, você nunca mais viu. Contudo, para realmente entender as cores é legal que você busque na memória as aulas de artes da quinta série.

Simplificando, a roda de cores fornece uma representação visual de quais cores combinam. Ela remove todas as conjecturas. A maioria dos modelos são compostos de 12 cores essenciais, entretanto, na teoria, a roda de cores poderia ser expandida para incluir um número infinito de tons.

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A seguir, vamos entender como usar a roda de cores para montar um decoração legal para os seus ambientes.

2. Cores básicas

Eu aposto que os mais espertinhos aí, quando leram 12 cores essenciais anteriormente, já pensaram em me xingar, afinal de contas, a gente sempre aprendeu que as cores essenciais são as 7 cores do arco-íris. Verdade, mas o fato é que a roda tem realmente 12 cores. Elas se dividem em:

Cores primárias: Vermelho, azul e amarelo. Não são resultante da mistura de nenhuma das cores.
Cores secundárias: Laranja, roxo e verde. São resultante da mistura de duas das cores primárias.
Cores terciárias: Os seis tons são resultantes da mistura das cores primárias com as secundárias.

Começar qualquer interior com uma das cores da roda de cores pode ser uma opção para quem vai optar por um ambiente bem colorido.

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foto: Tammara Stroud Design

3. Modificando as cores com as cores neutras

Uma vez escolhida a cor básica, fica fácil criar as diferentes versões de uma mesma família. Tudo o que você precisa é combinar a cor escolhida com uma cor neutra, seja para clareá-la ou escurecê-la.

Clareamento: cor obtida através da adição de branco.
Sombra: cor obtida através da adição de preto.
Saturação ou Croma: cor obtida através da adição de cinza. Quanto mais cinza se adiciona à cor, mais neutra ela se torna.

Muitos artistas recomendam experimentar com a mão na massa, misturando cores e tintas tintas até que você tenha uma ideia de quão drasticamente os neutros podem afetar uma cor. No entanto, você não precisa por a mão na massa, os fabricantes de tinta já possuem catálogos prontos das cores.

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foto: Tammara Stroud Design

4. Entendendo a temperatura das cores

Você já deve ter ouvido que as cores podem ser quentes ou frias. Essa temperatura descreve onde a cor está na roda de cores.

Vermelhos, laranjas e amarelos costumam ser considerados cores quentes ou ativas. Elas são mais vibrantes e parecem trazer uma sensação de vivacidade e intimidade para o espaço. Em contraste, roxos, azuis e a maioria dos verdes são as cores frias. Elas podem ser usados para acalmar uma sala e trazer uma sensação relaxante.

Ao escolher a temperatura de cor para um espaço, você também deve considerar seu tamanho. Uma cor quente em um quarto muito pequeno poderia tornar as coisas um pouco claustrofóbicas. No entanto, usar cores frias em um quarto espaçoso poderia deixar as coisas meio vazias, com aquele sentimento que falta alguma coisa.

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foto: Rikki Snyder Photography

5. Esquema de cores complementares

Quandro tratamos de esquemas de cores, as complementares são as mais simples. São as cores que se encontram em direções opostas na roda de cores. Normalmente uma cor atua como o tom dominante e a outra como um atenuante. Isto significa combinações como vermelho e verde, azul e laranja, ou amarelo e roxo.

Essas combinações de cores são extremamente contrastantes, o que significa que é melhor utilizá-las em pequenas doses e quando você quiser chamar a atenção para um elemento particular do design de seu interior. Você pode explorar esses contrates para fazer o seu quarto pop ou para trazer vitalidade extra para o seu home-office, por exemplo.

Se você gosta da ideia de cores complementares, lembre-se de utilizá-las com muitas cores neutras, pois é importante que o seu olho tenha espaço para descansar. O impacto do contraste das cores pode ser muito agressivo se você exagerar e o tiro pode sair pela culatra: seu espaço vai se tornar cansativo.

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foto: Tamara Mack Design

6. Esquema de cores complementares decompostas

Se você gosta da ideia de um esquema de cores complementares, mas a alternativa parece um pouco ousada demais para o seu gosto, as cores complementares decompostas podem ser uma escolha mais segura. Para fazer este esquema de cores, você deve primeiro escolher o seu tom de base. A seguir, ao invés de escolher a cor que está logo a frente da roda de cores, você escolhe os dois tons que estão ao lado desta cor oposta.

Esses dois tons irão proporcionar uma sensação de mais equilíbrio para o ambiente. Você ainda vai ter o impacto visual de cores ousadas, mas vai ser capaz de incorporar mais cores sem depender dos neutros para acalmar o espaço.

As cores complementares decompostas funcionam melhor quando você usa a sua cor de base como cor dominante. No entanto, ao invés de escolher um tom saturado, tente se concentrar em uma cor mais delicada. Assim, você pode abusar mais dos outros dois tons em alguns detalhes do espaço.

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foto: McCroskey Interiors

7. Esquema de cores análogas

As cores análogas são as três cores em sequência de uma roda de cores. Você poderia, por exemplo, escolher o vermelho, laranja e amarelo ou o vermelho, roxo e azul.

O segredo para usar bem esse esquema de cores é a proporção. Você escolhe uma cor para ser a dominante, uma outra cor que complemente essa escolha e uma terceira mais vibrante.

Você também pode criar um esquema de cores similar, usando tons neutros. É conhecido como um esquema de cores monocromáticas. Basta escolher preto, branco e cinza no lugar dos tons mais brilhantes e chamativos.

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foto: Laura Kirar

8. Esquema de cores tríade

A tríade se refere a escolha de 3 cores seguindo a seguinte regrinha: os espaços entre elas, na roda das cores, devem ser todos iguais. As cores primárias (vermelho, azul e amarelo) são um exemplo perfeito de tríade, assim como as cores secundárias.

Esse esquema de cores costuma ser bastante contraste, por isso, é muito comum vê-lo em quartos infantis e lúdicos.

Ao usar esse esquema com cores vibrantes, é sempre importante considerar os ambientes que estão nas proximidades. Não é muito interessante colocar dois esquemas diferentes de cores triádicas um ao lado do outro: é informação demais no campo visual. Portanto, certifique-se de que os quartos próximos ao seu espaço triádico sejam mais neutros.

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foto: Jayman

Vale lembrar que a teoria das cores é bem mais complexa e mais extensa que este post apenas, nosso intuito é encorajá-lo a experimentar algumas dessas lições em casa, sem medo de errar! Se gostou do assunto, você pode se aprofundar aprendendo um pouco mais sobre a psicologia das cores.

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