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Dicas para decorar a casa com um orçamento enxuto

Por 5 de fevereiro de 2015 Sem comentários

Não é segredo para ninguém que executar um projeto de arquitetura ou design de interiores não é nada barato. Até quando você resolve redecorar apenas um ambiente, se você não tiver planejamento e controle, o valor da execução pode chegar à lua. Você vai usar porcelanato, madeira ou piso vinílico? E a mão de obra? Que cor você vai pintar a parede? Qual a quantidade de tinta você deve comprar? Você vai comprar móveis novos? E as luminárias, torneiras e outros acessórios? Isso sem falar em quadros, tapetes, peças decorativas… A ideia de comprar tudo isso pode ser assustadora, ainda mais quando o dinheiro está no limite! Mas acalme-se, para tudo nessa vida há um jeitinho. Separamos aqui algumas dicas que podem ajudá-lo a deixar a sua casa linda sem precisar gastar rios de dinheiro.

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foto: Cinder Creek Construction

1. Planeje (ou projete) antes de começar!

Tenha uma coisa em mente, se muitas vezes seguindo um planejamento ou um projeto já é fácil de se perder, imagine fazer isso sem planejamento algum? Quase impossível! E pra quem não tem muito dinheiro, se perder no meio da obra não é uma coisa muito bacana, afinal de contas, ninguém quer se encontrar em uma situação em que encontrou o sofá perfeito e logo depois descobriu que o armário de canto que já havia sido encomendado (e pago) não vai caber naquele espaço. Um pouco de trabalho braçal de antemão irá reduzir drasticamente a probabilidade de encontrar uma surpresa desagradável como essa ao longo do caminho.

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foto: Trunk Creative

Portanto, em primeiro lugar, encontre a sua inspiração para o projeto. Olhe em revistas e na internet para descobrir o estilo que você mais gosta e se identifica. Estude os detalhes, procure vários exemplos para, então, quebrar o projeto em seus componentes: pisos, móveis, pintura, acessórios e decoração. Busque lojas para ter uma ideia concreta sobre o quanto os componentes custarão. Pesquise! Certifique-se de levar em conta todos os custos associados, como a contratação de pedreiros, montadores, frete, etc.

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foto: The Uncommon Law

Quando você estiver mais ou menos familiarizado com o preço das coisas, dê uma olhada em suas finanças e seja honesto sobre o quanto você tem disponível para gastar. Se o preço para executar o seu projeto fica além do que você pretendia gastar, você tem duas saídas, refazer o seu projeto ou esperar para juntar um pouco mais de dinheiro, já que se endividar não deve ser uma opção.

2. Considere reformar coisas que você já tem

Está certo que reformar ou mandar reformar um móvel não é tão legal quanto esperar móveis novinhos em folha chegarem. E isso se estende para limpeza de pisos, pedras, revestimentos, etc. Mas um pouco de mão na massa pode poupar bastante dinheiro para alguma outra coisa um pouco mais legal no futuro.

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foto: Elad Gonen

Olhe em torno de seu ambiente e tente imaginar formas de reaproveitar itens que você está usando atualmente. Você realmente precisa de novos armários na cozinha ou dá apenas para reformar as portas? Existe piso por baixo do atual carpete? Você consegue dar um up no seu quarto apenas com uma nova camada de tinta?

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foto: Living 2 Design

Quando sua mente começar a fervilhar ideias do que você pode reaproveitar, pesquise. As chances de você encontrar um tutorial de DIY (faça você mesmo) para o seu projeto é muito grande. As pessoas por aí são muito criativas e fazem coisas lindas! Se você não tem muito jeito pra isso, contrate alguém ou até faça um jantar bem gostoso para algum amigo ou parente talentoso. Com certeza alguém vai te ajudar!

3. Se tiver que gastar dinheiro, use-o para bons móveis!

Trabalhar com orçamento apertado é basicamente priorizar o gasto, ou seja, deixe para gastar em coisas úteis e importantes para o ambiente. E para o design de interiores, isso significa alocar boa parte desse dinheiro em móveis de qualidade.

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foto: Duane Kaschak

Gastar seu dinheiro em bons móveis é uma escolha inteligente, afinal de contas, eles durarão por anos e anos. Não é como uma tinta ou papel de parede que saem de moda, móveis bons e clássicos duram por décadas.

Fora que os móveis são 50% ou mais da sua decoração, não é verdade? Portanto, nada de gastar naquele vaso lindo e super caro. Vale mais o investimento em um sofá bonito, que vai chamar mais atenção do que qualquer vaso. Depois que estiver om bons móveis, você pode trabalhar com os acessórios e pequenos detalhes para completar o ambiente 100%!

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foto: Homepolish

Cabe completar que os móveis em madeira e com cores neutras costumam ser mais clássicos, duradouros e não caem de moda, diferente daquele aparador amarelo ou azul-turquesa. Nada contra os móveis coloridos, mas se o dinheiro está curto, preferimos os neutros. As cores são ótimas aliadas da reforma, para modernizar um móvel antigo, pintá-lo com uma cor bem chamativa pode ser uma solução bem bacana!

4. Considere móveis de segunda mão

Móveis planejados são ótimos na teoria, mas nem sempre na prática ($$$). Cabe dizer que, normalmente, contratar um marceneiro pode sair bem mais em conta do que uma loja de móveis planejados, mas isso não quer dizer que o valor final do trabalho do marceneiro seja tão barato assim. Então, vale partir para os móveis comprados prontos onde a oferta de preços é bem maior.

Vale uma garimpada na feira de antiguidades da sua cidade. Dá para encontrar peças bem legais e estilosas por um preço bem legal. E a gama de coisas dessas feiras é bem variada e você pode encontrar desde móveis até pequenas peças de decoração.

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foto: Geremia

Comprar mobília de vitrine pode ser outra opção bem em conta, somente certifique-se de que o móvel esteja em condições aceitáveis. Amigos e parentes de mudança também podem ter peças que eles queiram se desfazer.

A qualidade é muito mais importante do que o estilo, quando compramos móveis de segunda mão. Afinal, a gente sempre pode trocar o tecido do sofá, da cúpula de um abajur, pintar uma mesinha de cabeceira…

5. Lembre das cores

Uma das maiores verdade do design de interiores é: cor é barato! Comparando-a com outros elementos de decoração, tinta custa muito pouco. Acessórios como almofadas e pôsteres, mais barato ainda!

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foto: Sublime

Uma ajudinha na hora de escolher que tons usar: a regra do 60-30-10 pode ser um ótima guia. Para 60% de seu ambiente – digamos as paredes – escolha um tom dominante, que pode ser um tom mais neutro. Então, para os próximos 30%, escolha uma cor intermediária, nem muito neutra e nem muito chamativa. Os 10% finais você pode escolher uma cor bem chamativa!

6. Vá com calma

Um dos maiores erros que alguém pode fazer, especialmente quando está guardando dinheiro, é querer fazer tudo de uma vez. Muita gente cai na armadilha de ficar esperando para refazer a decoração toda de uma vez, do chão ao teto, da lavanderia ao closet. Parece tentador terminar o trabalho todo de uma vez, mas se seu orçamento é apertado, vá com calma.

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foto: Normandy Remodeling

Um dos melhores conselhos que nós podemos dar é que você more no espaço um tempo antes de sair mudando tudo. Com o tempo, você sente quais são suas necessidades para aquele ambiente. Refazer toda a cozinha no minuto em que você for para a casa nova pode ser um desperdício, uma vez que daqui a seis meses você pode estar se lamentando e desejando ter tido mais tempo de pensar no layout dela primeiro!

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foto: Jeffrey King Interiors

Novamente, tudo se trata de prioridades. Escolha o ambiente na sua casa que precisa de uma reformulada mais urgente e comece por ali. Enquanto isso, vá arrumando os outros cômodos aos poucos. Na hora que você tiver um respiro e juntou uma grana novamente, vá para o próximo ambiente.

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